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31 janeiro 2021

A Escuridão me Abraça

A escuridão da noite encobre todas as dores, fazendo que só nós a sintamos. Ela não deixa de existir, é levada pelo vento, vai e volta em redemoinho, sem cor, sem sabor sem odor, e se faz presente mesmo sem ser desejada.

Vê se vai e não volta, não te desejo mais, apenas quero o meu viver, que me foi tirado sem minha permissão. 

A Escuridão me Abraça

Quando me embrenho por caminhos desconhecidos,
o que acontece comigo?
O sol deixa de brilhar,
o mundo escurece,
é como se tudo estivesse se acabando,
e todas as estrelas ao mesmo tempo deixassem de brilhar.
Quando me perco em meus caminhos,
o que acontece comigo?
Deixo de ouvir o som dos pássaros no jardim,
esqueço tudo de bom que aprendi,
o mundo desaba,
e eu me envolvo em um redemoinho de dor sem fim.
Quando deixo de ouvir a voz da razão,
o que acontece comigo?
o meu mundo acaba em um precipício sem fim,
e eu mergulho nesse abismo,
e rezo para que ele nunca termine,
só assim terei mais tempo para me arrepender.
Não, não é o fim.
Não, não, eu ainda tenho uma chance.
Não, não, eu me arrependi.
Me arrependi mesmo,
eu aprendi,
me de mais uma chance.
As nuvens pesadas já cobrem tudo,
mas um dia o sol voltará a brilhar,
e eu viverei para ver isso,
mesmo que seja em outro lugar,
em outro mundo, 
e nunca mais errarei outra vez.
E se eu não conseguir chegar há lugar algum,
como farei para mudar,
ficarei vagando por onde?
Quais são as chances de tudo que eu acredito ser verdade?
Existe mesmo uma verdade maior?
Existem outros mundos?
As noites escuras se arrastam,
quase sempre elas duram uma eternidade,
as vezes são maiores do que pensamos.
Será que nunca mais vai amanhecer?
Conseguirei dormir essa noite novamente?
Levanto da cama,
e a escuridão do meu quarto me abraça,
e sussurra em meu ouvido:
Você já era.
Você perdeu sua chance,
e quase acredito.
Me levanto,
vou até o banheiro,
depois vou até a cozinha,
bebo água,
ando pela casa,
volto para o meu quarto,
e a escuridão continua lá,
me lembrando de todo meu passado,
não deixando que eu o esqueça.
Mas de repente sou salvo pelo canto dos pássaros na minha janela,
e no horizonte o sol vem me salvar.



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