22 agosto 2020

O Naturalista Francês e a Serra dos Mascates

    O naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, em sua viagem ao Brasil, já tinha preocupações com o meio ambiente e condenava as queimadas.

    Em janeiro de 1822, ao regressar a cidade do Rio de Janeiro após ter explorado, em diversas viagens cientificas, territórios do sul e centro-sul do Brasil, o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire constatara que parte de sua coleção coletada nas províncias de do Rio de Janeiro e Minas Gerais havia se estragado. Aborrecido, porém resignado, resolveu empreender sua última viagem antes de regressar a França. Assim, entre os meses de janeiro e maio de 1822, voltou atravessar as trilhas de mulas que cortavam a Serra do Mar, o Vale do rio Paraíba do Sul e Mantiqueira em direção ao sul de Minas, tendo a oportunidade de percorrer o “Caminho do Comércio”, aberto há poucos anos com o objetivo de articular a então sede do Império português à zona de produção de mantimentos das terras altas da Mantiqueira. Em quatro de fevereiro quando se aproxima da futura cidade de Valença, observou a paisagem e anotou em seu diário:

    “Um pouco antes de chegar à Aldeia, avista-se o pico de elevada montanha imensa extensão de terreno, notando-se de todos os lados montanhas cobertas de mato”.

    Saint-Hilaire já havia passado por Valença antes, em 1819, quando realizou sua primeira viagem a província Minas Gerais. Comparando, observou o aumento da população:

    “As terras nos arredores da Aldeia estão um pouco mais povoadas; atualmente nelas se contarão umas sessenta casas”.

    Como foi dito, o ilustre naturalista percorreu o caminho do Comércio que em Valença chagava-se pela atual Serra da Glória, descendo por onde fica atualmente o Hospital de Clínicas da Unimed e Rua Vito Pentagna, no Bairro do Benfica.

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