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11 fevereiro 2019

Como Captar Recursos no Exterior para Projetos Sociais I

Um ótimo texto sobre como captar recursos no exterior. Não é fácil, mas não impossível.

Somente com uma boa capacitação é que você poderá gerir um bom projeto.

Carla Cristina Daher é Vice-Presidente fundadora e Presidente executiva da Association Enfants d’Amazonie AEDA, organização não governamental de solidariedade internacional, cuja sede encontra-se  em Chessy, França.


Como obter financiamento para projetos em países da Europa

Por Carla Cristina Daher

Preâmbulo –

Apresentar um projeto social requer antes de tudo que a estrutura da sua instituição esteja organizada, que os membros administrativos estejam preparados para prestar contas de acôrdo com o calendário estipulado entre as partes e que os membros executivos estejam preparados para aceitarem interferências do financiador.

O Brasil hoje figura entre os países do BRICs (Brasil, ĺndia, Rússia e China) e goza da fama de 8ª potência mundial. Os grandes investidores voltaram-se para a África e países do leste Europeu. O que torna ainda mais difícil a aprovação de um projeto originado do Brasil.

Se sua organização é jovem e ainda não comprova 3 anos de criação e ainda não executou projetos, as chances de êxito do pedido de financiamento serão bastante reduzidas.

Existem algumas instituições financiadoras que coparticipam em percentuais de até 50% do seu projeto, ainda que sua instituição seja debutante, mas há degraus à galgar principalmente se o projeto em questão não estiver focalizado no que eles pretendem financiar.


Nomenclaturas de organizações não governamentais –

A figura legitimada do trabalho humanitário surgiu na França em 1901, sofrendo alterações de acôrdo com os contextos apresentados durante cada catástrofe natural e  guerras inter-nações e mundiais.

Nos países Europeus as nomenclaturas diferem das nacionais. Uma organização não governamental pode ser uma ONG, uma Fundação, uma Associação. A figura da OSCIP  não é conhecida. Mas isso não consiste em impedimento.

Existe uma equivalência que pode servir de base para que o pleiteante saiba como os financiadores “entendem” sua instituição:

ONG – Associação (de solidariedade nacional ou internacional)cujo exercício financeiro (doações, renda em eventos, venda de produtos pertinentes à causa da qual defendem, etc.) esteja acima do patamar de 132 mil euros/ano.

ASI – Associação de solidariedade internacional cujo exercício financeiro anual não excedeu o patamar citado acima.

Associações – são organizações não governamentais que promovem o bem estar social local ou regional, seja desenvolvendo projetos de média e longa durações ou fazendo assistência pontual.

Exemplo: Association du Coeur (Associação do Coração) – promove por meio de arrecadação de alimentos, refeições para pessoas de baixa ou nenhuma renda.

Fundação – Só existem 2 maneiras de se registrar uma organização não governamental com a nomenclatura de “Fundação”.

a-    Fundação empresarial;

b-    Fundação criada por família de pessoa que tenha sido figura proeminente ou afortunada,cujos bens seriam no todo ou em parte, doados à instituição nascente.


Tipos de organizações não governamentais –

Desenvolvimento – São aquelas cujos projetos apresentam a perenidade média mínima de 1 ano e deixam em seu “rastro”, a consolidação do trabalho por meio de multiplicadores locais;

Emergenciais – São aquelas cujo trabalho é o de minimizar as consequências de catástrofes (Cruz Vermelha, Médicos Sem Fronteiras).

Se após ter lido essa resumida explicação você ainda pretende apresentar um projeto às financiadoras europeias, minha sugestão é que acompanhe os artigos que serão postados periodicamente.

Esse artigo nao pretende ser um curso, ou um “passo-a-passo” pois há empresas altamente preparadas no mercado para assisti-lo.

Quero lembrá-los principalmente que a figura do captador de recursos comissionado é proibida na Europa. Seu captador deve ser membro da sua instituição.

Passo a passo de como criar uma ONG