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19 dezembro 2011

50 anos de exclusão

Não adianta apenas ficar achando que tudo vai mudar de uma hora para outra, ou que nada da certo nesse país. É hora de implantar projetos sérios, que tenham como objetivo a capacitação de nossos jovens, a educação e a cultura, além de projetos que tenham como finalidade a geração de renda, para que a cidadania plena seja alcançada por todos.

Desde os anos 50 o mapa da exclusão mudou pouco ou quase nada. Na opinião economista Ricardo Amorim, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), "a região Norte e Nordeste continuam sendo as mais pobre e as mais afetada pelas questões de desigualdade e de pobreza no Brasil, “o que é gravíssimo” porque, nesse período, é quando o Brasil dá um salto industrial fantástico. "Mesmo assim, nós não conseguimos melhorar a distribuição da riqueza no Brasil inteiro.”

A favelização dos grandes centros, a imensa concentração da pobreza e o aumento da migração são reflexos dessa exclusão. A falta de interesse político de nossos governantes faz com que o aumento da favelização, traga problemas ainda mais agravantes, como o trafico de drogas e a banalização da violência.

O que falta não são formulas mágicas, mas sim vontade política e um desejo de realmente querer mudar essa situação. Reforma agrária, reforma tributária e um plano sério para melhor distribuição de renda, podem ser o caminho para a mudança desse quadro. Não esquecendo também da criação de empregos, para que nossos jovens não sejam mais aliciados pelo trafico, com vantagens ilusórias, que apenas os levam a uma morte prematura.

fonte : Moderador do Banco do Planeta

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