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17 setembro 2008

Opinião: Devastação da Amazonia

Fiz esta postagem depois de ter lido um post no blog "Flor de Liz" e depois de assistir uma reportagem no "SBT Repórter" desta semana. Elas falaram de um problema crônico que se arrasta por anos em nosso país, o desmatamento da Amazônia. O "Flor de Liz" mostra o problema e propõe uma solução, a longo prazo, já o "SBT Repórter" apenas jogou a matéria e nos deixou estarrecidos com o que está acontecendo por lá. Até meu filho mais novo, Pedro, fez um protesto simbólico em seu ORKUT, via APPS, colocando lá o mapa da devastação.

Não é uma crítica o que faço aqui, mas sim uma constatação de fatos. Esta pedra já estava cantada a muito tempo e urge que medidas sejam tomadas rapidamente.
Nos conturbados anos 70 o Sr. Golbery do Couto e Silva, que escreveu o livro "Geopolítica do Brasil - 1955" dizia a seguinte frase: “Estejamos certos de que defender a Liberdade é também (graças aos céus) alicerçar em sólidas bases a Segurança Nacional.” Um tratado o qual mais tarde serviria de base da organização geopolítica do Governo Emílio Garrastazu Médici, à partir de 1970, para a colonização da Amazônia. Dizia também o general Danilo Venturini que na década de 70 pertencia ao Conselho de Segurança Nacional, e foi um dos idealizadores das colonizações das terras do norte brasileiro: "garantir a presença física brasileira numa região despovoada, e com isso consolidar a integridade do território nacional". Era como se pensava na época. Outro motivo do deslocamento da população para a Amazônia, era o medo dos militares de perder o território por falta de colonização. Lembro-me que havia um boato de que a China estaria de olho na Amazônia, único local desabitado do planeta, que poderia caber as bilhões de novas gerações de chineses. Havia também o interesse de Peruanos e Venezuelanos ,tanto dos movimentos de esquerda como daqueles interessados nas jazidas de ferro, agora conhecidas. O governo Geisel começou apostando na economia, financiou grandes empreendimentos privados, nacionais e estrangeiros e o ministro da Fazenda Delfim Neto defendia que o solo da Amazônia era constituído de terra-roxa, o que não era verdade. Ele era contra-indicado por ser composto de laterita (foto-estração de laterita).

Diante deste quadro vemos a devastação que a cada dia se consolida. O desmatamento e as queimadas são frutos de uma política mal elaborada, imediatista e sem nenhum estudo do que poderia dai advir.

Passo a passo de como criar uma ONG