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06 setembro 2016

Fragmentação da Mata Atlântica e os Morcegos

Matéria enviada por Sérgio Pereira, Bacharel em Ciências Biológicas, desenvolve trabalhos envolvendo morcegos da Mata Atlântica Fluminense, além de ser Agente de Atividades Agropecuária da SEAPPA atuando no controle do morcego-vampiro.
E-mail: spereirabio@gmail.com

A destruição cada vez maior da Mata Atlântica tem resultado na perda de espécies animais e vegetais. Em relação aos animais, o desmatamento traz, para os remanescentes das populações, riscos como diminuição de alimento, endocruzamento e diminuição da área de vida, entre outros. Em relação aos mamíferos, a fragmentação de florestas modifica grandemente sua diversidade e abundância, e as mudanças ocorrem mais rapidamente em áreas pequenas que nas grandes.
O mundo tropical está indo claramente na direção de uma extrema redução das florestas tropicais, e isto certamente trará extinção em massa de espécies. A causa básica da perda da diversidade orgânica não é a exploração racional, mas sim a destruição de habitats, resultante da expansão das atividades humanas feita de forma irracional.

Entre os mamíferos da Mata Atlântica, os morcegos representam o grupo mais versátil na exploração de alimentos, podendo explorar uma grande variedade de tipos, como sangue, frutos, néctar, pólen, partes florais, folhas, insetos (mariposas, besouros, pernilongos e percevejos), outros artrópodes (como escorpiões), pequenos peixes, anfíbios (rãs e pererecas), lagartos, pássaros e pequenos mamíferos (roedores e morcegos).

Morcego vampiro

Os morcegos frugívoros (alimentam-se principalmente de frutos) desempenham importante papel na dispersão de sementes nas florestas, não diferente no bioma Mata Atlântica. Alguns pesquisadores afirmam que dentre os mamíferos os morcegos são os mais eficientes, sendo os principais responsáveis pela regeneração de áreas degradadas. Essa facilidade de dispersão está associada ao seu hábito de alimentação, sua mobilidade e com as grandes distâncias que percorrem em busca de comida.

Os morcegos insetívoros (alimentam-se principalmente de insetos) capturam suas presas na maioria das vezes voando em nível mais alto que a da copa das árvores, existem relatos de morcegos que sobem a aproximadamente 3.000 metros de altura para alcançar concentrações de mariposas. Outros são importantíssimos como controladores de pragas nas lavouras e nos centros urbanos podem até ajudar no controle do mosquito da dengue. Pode-se dizer que algumas espécies conseguem capturar até 500 insetos por hora.

Um dos maiores problemas enfrentados pelas autoridades sanitárias e ambientais na zona rural envolvendo morcegos está relacionada a um morcego que tem o hábito de alimentar-se exclusivamente de sangue (morcego vampiro) e um dos fatores que tem contribuído para seu aumento populacional é o desmatamento e a inserção da pecuária nestas áreas.

A raiva, uma doença causada por um vírus, pode ser veiculada pelo morcego-vampiro, devido ao seu hábito alimentar, essa doença é transmitida para o gado causando sérios prejuízos aos pecuaristas. No entanto, dado o pouco conhecimento sobre o assunto, costuma-se acusar todas as espécies de morcegos. Por esse motivo, muitos que são benéficos como os frugívoros e os insetívoros são indiscriminadamente exterminados.

A Mata Atlântica é considerada um dos mais importantes conjuntos de ecossistemas do planeta, não só para os morcegos, mas para um grande contingente de espécies de animais e vegetais que merecem toda nossa atenção. E você o que tem feito para preservá-la?

Morcego Frugívoro

CUIDADOS COM ANIMAIS SELVAGENS, INCLUINDO OS MORCEGOS.
A pessoa mordida por qualquer mamífero selvagem, inclusive os morcegos deverão imediatamente lavar o ferimento com água e sabão, procurar os serviços de saúde e relatar o incidente ao médico, que avaliará a necessidade de tratamento anti-rábico, pois os animais selvagens podem estar infectados pelo vírus da raiva.

As pessoas não devem manusear animais selvagens, mesmo que eles pareçam dóceis. Nunca adote ou alimente-os. Limite-se a apenas a observá-los de longe.

Um comentário :

  1. Ótima matéria. Há poucos anos tive o privilégio de participar, como observador, de um grupo de biólogos que estudaram os morcegos que vivem dentro da APA do PNMNI(RJ), e foi realmente muito bom e gratificante. Recentemente no Primeiro Encontro de Pesquisadores e Amigos do PNMNI, um dos membros da equipe de biólogos que na época ainda era estudante nos revelou que ele descobriu uma espécie que acreditavam estar extinta, descoberta essa confirmada recentemente, O que vem a ser uma ótima notícia, a natureza agradece.

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