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11 novembro 2015

Projeto Apostila de Artesanatos e Papéis em Fibra de Bananeira

Olá, boa tarde! 
Trabalho em uma ONG - Associação Comunitária de Milagres, localizada na cidade de Milagres, interior do Ceará, e estamos pensando em começar a desenvolver a confecção do papel a partir da fibra da bananeira. Vocês oferecem algum tipi de curso ou podem nos enviar algum material? Ficamos no aguardo.

Apostila de Artesanatos e Papéis em Fibra de Bananeira

REALIZAÇÃO: Prefeitura Municipal de Ubatuba 
Local: Secretaria Municipal de Cidadania e Desenvolvimento Social Rua Paraná, 375 – Centro - Ubatuba – SP 
Fone : 12 – 3832-6038




TÉCNICA: 
Colheita do material (Pseudocaule) para confecção da palha: O pseudocaule (tronco) da bananeira deve ser cortado cerca de três palmos do chão. O pseudocaule é constituído por camadas que se soltarão facilmente e também de um liquido que pode manchar a roupa e por isso deve-se neste estágio, usar o avental, luvas de borracha e se possível, botas para se evitar acidentes durante o corte. Para a confecção de palhas, utilizamos todas as bainhas que formam o pseudocaule, que geralmente contem mais ou menos de 15 a 20 partes, e podem ser retirados uma a uma manualmente. Após a retirada das bainhas, estas serão desfiadas em fitas ou tiras para se obter as palhas. 

CONFECÇÃO DA PALHA: 
Cada bainha é constituída de varias tiras, sendo cada uma delas de diferente espessura e cada tira é formada uma palha; depois de lavada, secada e trabalhada. 

RELAÇÃO DE MATERIAS NECESSARIOS: 
- Pseudocaule de bananeira. - Faca. - Glicerina ou amaciaste. - Pedra hume ou sal. - Lata de tinta vazia e limpa (18 Litros). - Pano para limpeza. - Colher de pau. - Peneira. - Mesa. - Cloro ou água sanitária. - Luvas de borracha. - Avental. - Anilina para tecido. - Água. - Fogão. - Jornal velho. - Tesoura. - Bacia. - Tear. - Sabão em pó. - Detergente. Os trabalhos devem ser desenvolvidos em lugares arejados e grandes para se fazer alguns varais, que contenham várias mesas, tanque ou pia com água e fogão de gás. 

INTRODUÇÃO: 
O curso de artesanato com fibras de bananeiras, tem como objetivo reciclar as fibras que nunca eram aproveitadas; e que, portanto não eram nada úteis. Assim sendo, após o corte do cacho das bananas, quando estas já estiverem prontas para o consumo, corta-se o caule, o qual este se tornara, depois de trabalhado, geração de rendas através do artesanato, produzindo papeis, palhas e diferentes formas de fios com a fibra deste caule, as quais são perfeitamente viáveis na confecção de vários artigos como: as folhas de papeis, bolsas, esteiras, cestos, chapéus, bonecas, tapetes, etc. Esta apostila contém detalhes e conhecimentos técnicos para que o artesão possa receber algumas ou várias propostas de como confeccionar e comercializar os produtos relacionados em projeto anteriormente elaborados. A palha e o fio da bananeira são retirados do pseudocaule (tronco) da bananeira, o papel é produzido inclusive das partes secas. O pseudocaule da bananeira é cortado para ser reciclado porque a mesma só produz o cacho uma vez: após a retirada do cacho é perfeitamente viável que se trabalhe com o caule para fins artesanais. 

TIPOS DE PALHA: 
- Palha lateral. - Palha interna. - Renda. - Palha externa.

PALHA LATERAL:
Após a retirada da bainha inteira do pseudocaule, as duas primeiras fitas, retiradas nas suas laterais, que geralmente são finas, não precisam de tratamento, e são chamadas de palha lateral. Pelas espessuras pode-se extrair duas palhas de cada lado da bainha. Após o corte do restante das tiras da bainha, no sentido do comprimento, elas variam de 1,0 cm e meio á 4,0 cm de largura. Todas as tiras depois de cortadas serão lavadas e colocadas para secar. 

PALHA INTERNA: 
É a parte mais mole da bainha, ou seja, á parte de dentro, de onde se extrai a palha. 

RENDA: 
O meio da bainha é formado por uma camada relativamente rendada; que é extraída limpando-se os seus dois lados da fita. 

PALHA EXTERNA: 
Como se diz o nome é a palha confeccionada através da camada de fora da bainha, extraídas com o auxílio da faca de cozinha que não possuem serra, para não danificar a fibra a ser retirada. 

PREPARAÇÃO DAS FIBRAS: 
1 - Depois de retiradas as tiras da bainha, uma a uma, retira-se em primeiro lugar a camada de dentro da bainha juntamente com a renda. 2 - Temos já separada a parte exterior. 3 - Agora, separamos a parte interna da parte da rendada. 4 - Voltamos a parte exterior primeiramente extraída e raspamos inteirinha para a retirada da mucilagem. 5 - Todas as tiras devem ser lavadas e postas nos varais para a secagem. Se colocadas no sol, as palhas tornam-se de cor clara; se secar dentro do barracão ou em lugares ventilados, mas não secadas no sol, estes terão cores mais escuras. Como todas as outras fibras vegetais; as palhas de bananeiras devem estar maleáveis para serem manuseadas, ou seja, não podem estar secas demais, e caso isto ocorra, devem ser umedecidas novamente antes de serem utilizadas em trabalhos artesanais

TINGIMENTO: 
Para se tingir as palhas confeccionadas, podemos utilizar os corantes encontrados na natureza, o qual cozido juntamente com a fibra, adquirirá tons e cores variadas ou mesmo podem se tingir comas anilinas utilizadas para tingir tecidos. 

MATERIAIS NECESSÁRIOS: 
- Lata com água (lata de 18 litros. Com 06 litros de água). - Pedra hume (10 colheres) ou sal. - Anilina para tecido (03 tubos). - Glicerina (10 colheres) ou amaciaste. - Colher de pau. - Fogão a gás. 

PARA TINGIR: 
1 - Coloque 06 litros de água em uma lata de tinta vazia e limpa (de 18 litros) Coloca-se no fogo para ferve, após abrir fervura, acrescente a água, 10 colheres de sal pó pedra hume, 10 colheres de glicerina ou amaciaste e três tubos de anilinas para tecido. 2 - Mexa bem. 3 - Umedeça as palhas a serem coloridas e coloque na lata de água fervendo. 4 - Mexa bem. 5 - Deixe ferver por 45 minutos, mexendo sempre para que a cor fique uniforme. 

SEPARAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE PALHAS: 
Palha interna e rendada: É utilizada para confecção, em tear, de tecido como: -Tapetes. - Bolsas. - Chapéus. - Esteiras, etc. Palha externa e rústica: É mais resistente e é utilizado para objetos trançados, como por exemplo: sacolas, cestas, chapéus, esteiras e etc. 

TÉCNICA: 
Preparação do Tear: - Quadro de madeira 20 x 20 cm, com 02 cm de espessura. - Pregos. - Martelo. - Lápis. - Régua. Colocam-se os pregos na parte de cima e na parte de baixo do quadro, com espaço de 01 cm entre eles.

EXEMPLOS DE TINGIMENTOS COM CORANTES NATURAIS:
- Semente de urucum: alaranjado. - Pó de café: marrom. - Casca de cebola: alaranjado. - Açafrão: amarelo. - Folha de cenoura: verde. - Folha de abacate: mostarda. - Caroço de abacate: marrom. - Folha de salvia: verde. - Casca de uva: azulada. - Casca de jabuticaba: rosa. - Casca de pinhão: marrom avermelhado. - Semente de girassol: amarelo. 

COMO TINGIR UTILIZANDO CORANTE NATURAL: 
1 - Em uma lata de 18 litros. Colocam-se 5 litros de água e põe-se a ferver. 2 - Colocam-se 50 gramas de pedra hume ou sal, mexendo bem, acrescente os corantes naturais. Exemplo: (10 cachos de urucum). 3 - Ferver por 45 minutos. 4 - Retirar a planta ou sementes. 5 - Coloque a palha nesta água e cozinhe por 1 hora, mexendo para absorver toda a cor, de forma homogênea. A pedra hume é usada para fixar a cor, e como fixador natural, pode-se usar folhas de goiabeira, pois esta age como mordente ( fixador). Exemplo: Dissolver urucum em água fervendo junto com folhas de goiabeira. Cozinhar as fibras por 1 hora nesta substancia, depois de retirar do fogo, deixar nesta mesma água por mais 24 horas. 

MONTAGEM DO URDUME (BASE DO TECIDO): 
1 - Passar o barbante de 04 fios por entre os pregos, entre dois lados do tear. Inicia-se amarrando o fio no 1° prego, fazendo o zigue – zague até o final, dar um nó no último prego ou iniciar amarrando o fio do barbante no quadro do tear, ao lado do 1° prego. 

CONFECÇÃO DA PEÇA. (PANÔ): 
1 - Depois de confeccionado o urdume, inicia-se a 1ª carreira no tear, passando a palha confeccionada entre as fileiras de barbante, intercalando um por cima e outra por baixo. 2 - Vá juntando as tiras de palha de bananeira para que fiquem bem juntinhas. 3 - Aperte as palhas usando um pente largo. 4 - As emendas são feitas sobrepondo o ultimo pedaço de palha +/- 04 cm, evitar dar nós. 5 - Utilizar palhas da cor natural ou intercalar com as coloridas.

TÈCNICA CONFECÇÃO DO CACHEPÔ: 
Material necessário: - Palhas ou fios de bananeira. - Agulha de costurar saco. - Barbante para costura. - Forma de cachepô. 1 - Fazer uma trança de três (de cabelo) com 03 tiras de palhas de mais ou menos 01 metro cada. 2 - Com a agulha, ir costurando as voltas da trança ate atingir o tamanho desejado. 3 - Para acabamento da borda do cachepô, faça o final da trança com fibras bem fininhas, para que estas acabem na mesma altura que a trança anteriormente costurada. 4 - Prenda o final das três pontas sob um ponto do cachepô, utilizando a agulha, grampo confeccionado em arame. Técnica Técnicas diferentes para a confecção de cestos, chapéus e bolsas. Serão confeccionadas mais duas técnicas. 

A PRODUÇÃO DO PAPEL DE BANANEIRA:
A produção do papel de bananeira pode ser obtida por diversos processos. Os mais utilizados são: Mecânico – as fibras são prensadas; Químico – é o que vamos utilizar. 1.Corta as parte da bananeira mais ou menos 03 cm – de preferência as partes mais macias usando sempre um avental ou roupas velhas por conta das nódoa. 2.cozinhar o vegetal picado,com 1/2colher de ( café )de soda cáustica e 01 colher de sopa rasa de barri lha por litros de água por cerca de 03 horas. Este processo serve para eliminar a lignina e outros componentes como carboidratos, açucares, sais inorgânicos e proteínas. 3.Tritura no liquidificador, pois assim é possível hidratar as fibras,fazendo com que as fibrilas(pêlos) se desloque do corpo da fibra, retira o excesso de água lava bem o vegetal em água corrente para a retirada da soda castiça e, teremos então a polpa.coloca para descolorir em 1 copo de água sanitária cada 6 litros de água, quiser mais clara que o natural, ou para colorir. Atenção: colocar luvas de borracha e avental, pois o contato com soda castiça causar irritação na pele. Evite respirar o vapor do cozimento, pois ele é tóxico. Coloca – se água na bacia. A quantidade para cobrir o quadro e a tela. Adiciona – se a polpa o suficiente para a espessura do papel desejado 1 copo de cola e o corante se quiser. Mergulha – se o molde verticalmente ate o fundo do recipiente. Movimento-o no sentido vertical. Ergue – se o molde, ficando as fibras retidas nas suas trama. Vira se a tela sobre o tecido, deixando a escorrer o excesso com o auxilio de uma bucha de espuma pressionado contra o tecido, absorvendo a água, retire do quadro e leve para secar, em local que não tenha ventilação forte. Evite secar o papel de cor ao sol, pois poderá perder a tonalidade, ou seja, descorar. 

OBS:
 para cada 10 litros água, 1 copo de cola o (CNC) pó para cola, 1 colher para cada copo de liquidificador de água fria. Barrila – encontra – em lojas de material para piscina ou casas de produtos para campo Tingimento vegetal.

MATERIAL NECESSÁRIO: 
• Panela; • 02 colheres de chá de pedra hume; • 01 litro de água. • Peneira; • Planta da qual irá se extrair a cor; • Colher de pau; 

MODO DE FAZER: 
Cozinha a planta com a pedra hume até que a água do cozimento esteja bem tingida. Coe a água, coloque um pouco de polpa e, cozinhe por alguns minutos mexendo para incorporar cor. 

VEGETAIS QUE SERVEM PARA TINGIR: 
Casca de cebola, folha de abacate, urucum, casca de cebola de cor vermelha, açafrão, chá mate, café, etc. 

TINGIMENTO INDUSTRIAL MATERIAL NECESSÁRIO:
• POLPA; • Tubetes tinge cor (quantidade de acordo com a tonalidade que desejar); • 03 litros de água; • 06 colheres de chá de pedra hume. 

MODO DE FAZER: 
Deixe a água ferver numa panela comum, coloque a pedra hume e o tubete de tingi cor. Misture bem. Adicione e misture a polpa. Deixe ferver um pouco. Agora, é só colocar num recipiente com água e fazer o papel. 

TINTURA INDUSTRIAL: 
Anilina para artesanato, anilina para tingir roupas, papel de seda estêncil pó xadrez, etc. 

PAPEL FLOCADO: 
Dá–se sete nomes ao papel quando se usa algo para ornamenta - lo. Por exemplo: rasas, casca de alho e cebola, folhas de cenoura, folhas e talos de beterraba, casca de laranja, de maça, flores do campo, cabelos de milho, etc. 

MATERIAL NECESSÁRIO: 
• 02 colheres de chá de pedra hume; • 01 litro de água; • Planta para ornamentar; • Polpa. 

MODO DE FAZER: 
• Deixe a água ferver, coloque a pedra hume e, em seguida acrescente a planta despedaçada. Espere 20 segundos e faça o choque térmico com água corrente. Coloque no liquidificar e de uma leve batida se necessário. • Coloque a água no recipiente e acrescente a polpa e a planta • Misture com a mão, mergulhe as molduras (tela+janela) no recipiente. Erga-as mesmo processo que faz o papel. Quando for acrescentar materiais seco, tais como: linha, sisal, fios de lã, serragem, flores e flores desidratadas-não há necessidade de cozimento com pedra hume. Basta cortar ou bater no liquidificador e misturar com polpa e água e, fazer o mesmo processo ensinado anteriormente. Obs.: A pedra hume é usada para fixar a cor das plantas e não deixar oxidar. 

DICAS DE COMERCIALIZAÇÃO:
Os diversos tipos de palha, fibra, fio ou papel de bananeira poderão ser utilizados na confecção de esteiras, tapetes, jogos americanos, cortinas, balaios, cestas, balsas, chapéus, caixas, cartões, revestimentos de abajur, capas de caderno e, outras infinidades de produtor. O artesanato com palha, fio e papel de bananeira, pode se transformar em importante fonte de renda. Além dos conhecimentos técnicos proporcionados por seta apostila, o artesão deverá estar atento para as regras de comercialização: * considere como, onde e para quem irá vender sua mercadoria, antes mesmo de produzi – lá! * É preciso colocar um prego justo e compatível como o mercado, mas, que também remunere seu trabalho. *o importante e unir técnica com criatividade, estética com qualidade com qualidade. [A palha, o fio e o papel da bananeira, apresentam atributos estéticos em termos de cor, brilho e textura capas de garantir seu sucesso junto ao público consumidor, não só de nossos pais, mas também com matéria prima de produtos para exportação.

TEAR CASEIRO:
Muitas vezes a tapeçaria nos desencoraja a aprender sua técnica de confecção. O resultado é tão bonito e perfeito que parece impossível alcançar. No entanto, é bem mais fácil e simples do que se possa imaginar. e, o que e melhor,alem de funcionar como uma verdadeira terapia, pode se transformar numa atividade muito lucrativa. Existem vários teares apropriados para tapeçaria. O mais simples e o chamado “TEAR DE PREGO”, que pode até ser construído em casa. Pra isso basta fazer uma moldura retangular em madeira. Em lado oposto da moldura, fixam-se prego, onde os fios serão enrolados paralelamente, formados ema espécie de “cama”, urdume. A técnica de tecelagem obedece aos mesmos princípios, com pequenas diferenças. Uma delas é a espessura dos fios, mais finos do que os usados para tapetes. Como montar o tear de prego Material necessário: • 01 moldura de 40 cm x 30 cm; • 01 martelo; • Aproximadamente 100 pregos; • 01 tesoura; • 01 pente com dentes largo; • 01 agulha grande (costurar colchão)

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