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13 junho 2013

A Técnica do Papel Machê

Modelo de projeto feito a pedido da Secretaria de Cultura e Turismo de Valença - RJ, mas ainda não iniciado

Oficina: A técnica do papel machê
(Reaproveitamento de sucata)

Papel Machê - A Origem da Técnica

Papel machê (palavra originada do francês papier mâché, que significa papel picado, amassado e esmagado) é uma massa feita com papel picado embebido na água, coado e depois misturado com cola e gesso. Com esta massa é possível moldar objetos em diferentes formatos, utilitários ou decorativos.
A origem da técnica de papel machê é milenar e teria surgido na China. Originalmente conhecida com o nome francês Papier Machê que significa papel esmagado, picado.

Brasileiramente chamado de papel machê, teve seu auge entre os séculos XVI e XIX, contudo, os primeiros sinais de seu uso dotam do termo da invenção do papel, na China, no século II A.C.

Os chineses faziam acessórios de guerra, como capacetes e vasilhas para armazenar líquidos. Desde então, a civilização oriental é a que mais se dedica ao uso da técnica de papel machê, seja produzindo utensílios domésticos ou objetos de decoração.

A porta de entrada para o Ocidente foi a Europa, que se encantou com as peças. Conta à
história que a França foi o primeiro país a dar um valor artístico e refinado à técnica. Daí para
ganhar o mundo e cair no gosto de toda gente foi apenas questão de tempo.

Na América, imigrantes ingleses inauguram, em 1850, a primeira fábrica de artigos de papel machê em solo americano. De porta-baralho a biombos, esta técnica mágica já mostrava que não conhecia limites sua utilização. Na Itália em Veneza, a massa era utilizada na execução das famosas máscaras do carnaval. Na Noruega foi construída uma igreja toda feita em papel machê, e que durou 37 anos em ótimas condições, tendo sido demolida posteriormente.

Há uma variação da técnica de papel machê que é menos conhecida, mas que surgiu na mesma época e foi mais difundida em alguns países do que sua forma clássica. Trata-se do Papier Collèe, ou seja, papel colado, que recebe também as dominações de papelagem ou papietagem. Esta variação consiste na aplicação de camadas superpostas de folhas de papel, coladas entre si. Assim eram feitas as belas e até hoje famosas máscaras de carnaval de Veneza, citadas a cima.

Esta técnica em cobrir objetos e moldes das mais diversas formas, com tiras de papel molhadas em cola. Poderão utilizar-se como moldes, balões (para fazer máscaras); estruturas de papelão, rede ou arame (para fazer, por exemplo, animais ou figuras humanas); e esta poderá também ser uma boa forma de reutilizar embalagens já usadas (para fazer, por exemplo, recipientes para guardar material), dando-lhes um acabamento com mais expressão e cor.

Mascaras, Fantoches
e Objetos Decorativos de papel machê

As Mascaras, Fantoches e Objetos Decorativos são criações únicas, versáteis e com um custo de produção muito barato.

Com este técnica você pode criar vários formatos e tamanhos, com qualquer especificação, ou detalhe que queira aplicar. A dica para máscaras é que se use um balão para moldar, produzindo um material que tem grandes chances de ser comercializado para as companhias de teatro ou em épocas de comemorações festivas.
Para criar máscaras inspire-se nas máscaras do famoso carnaval de Veneza, na Itália, e faça peças maravilhosas.

Passo a passo na criação de mascaras:
Faça a mistura de 1 xícara de cola com 3 xícaras de água (se muito grande, ou com detalhes variados, vai precisar de mais deste material).
Com uma colher de pau, mexa bem, para que fique totalmente mesclado.
Numa das tigelas, coloque o papel toalha, já picado em pequenos pedaços, sendo que poderá desfiá-lo com uma tesoura também, para agilizar o processo.
Adicione um pouco da pasta de cola, somente o suficiente para trabalhar o molde. O mais indicado é usar material que ocupe apenas uma xícara da pasta de cola, assim poderá sobrar massa para trabalhar mais detalhes na máscara (como detalhes tortuosos e pontiagudos no topo).
Encha o balão de ar, o suficiente para equiparar-se ao tamanho de uma cabeça. Arranje um local onde possa prender o balão (use a fita adesiva para fixá-lo), de forma confortável o suficiente para que possa trabalhar o molde.
Faça o revestimento de todo o balão com a massa de papel machê, deixando espaço perto do bico.
Na outra tigela, rasgue as folhas de jornal em pequenas tiras, de pouco mais de 2 centímetros. Mergulhe-os em outra parte de massa de cola, e envolva todo o balão.
Atenção com o modo como aplica as camadas. Quanto mais lisa ficarem, menos trabalho terá no acabamento.
Faça duas camadas completas. Deixe secar até ao dia seguinte. Quando então, passarão outras duas camadas. Deixe que sequem completamente. Repita o processo com a massa de papel toalha, e novamente espere secar.
Depois de seca, estoure o balão, e remova-a. Crie as características faciais, esculpindo os ouvidos, as sobrancelhas, a boca e o nariz. Faça esses detalhes faciais com a massa de papel toalha (que tem espessura similar à argila), aplicando diretamente no machê endurecido.
Coloque para secar (outra vez!).
Em seguida, prepare-a para o uso. Com uma faca artesanal, ou estilete, corte uma abertura no fundo, para permitir que a máscara possa ajustar à cabeça. Um corte mais largo na parte de trás vai ajudar neste processo.
Ou poderá cortar o molde do rosto. Com um lápis, desenhe os olhos, e corte as aberturas. Lixe, para aparar as arestas e deixar a superfície bem plana. Pinte-a com tinta acrílica e decore como preferir.
Sugestão: se cortar o molde do rosto, uma boa maneira de criar uma máscara bonita é rodear toda a extremidade com uma linha fina de glitter preto, com espessura de um centímetro, mais ou menos. Em seguida, cubra toda a extensão desta linha com lantejoulas, de forma intercalada. Se quiser, poderá colar cabelo falso, e outros ornamentos. Basta dar asas à imaginação para criar uma máscara belíssima.

Dica: Somente depois da peça bem seca é que se pode pensar no revestimento, que pode ser feito utilizando qualquer das técnicas que se conhece, desde o revestimento simples com papel ou tecido, até técnicas de decoupage ou outras que se domine. Após então é feito o arremate da peça com uma ou duas camadas e verniz apropriado para a técnica de revestimento utilizada.

Uma dica: os moldes indicados permitem criar uma estrutura de base. No entanto, se quiser obter formas que saem fora desta estrutura (uma asa para um recipiente, um nariz para uma máscara), recorte um cartão dando-lhe a forma desejada e prenda-o com fita adesiva o molde de base. Depois é só cobrir bem com as tiras de papel.
Dica: adicionar óleo de linhaça na massa de cola cria um material mais durável e resistente aos fungos e ao mofo.
Para a criação de Fantoches e Objetos decorativos usa-se o mesmo método acima.




Cronograma da Oficina
1º Mês
Confecção de Mascaras

2ª feira
3ª feira
4ª feira
5ª feira
Noções da técnica e criatividade
X
X
X
X
Montagem da estrutura
X
Colagem
X

Pintura
X

Acabamento
X

2º Mês
Confecção de Fantoches

2ª feira
3ª feira
4ª feira
5ª feira
Montagem da estrutura
X
Colagem
X

Pintura
X

Acabamento
X

3º Mês
Confecção de Objetos Decorativos

2ª feira
3ª feira
4ª feira
5ª feira
Montagem da estrutura

X
Colagem
X
Pintura
X
Acabamento
X

Ao fim da oficina poderá ser feita uma exposição com todos os trabalhos realizados.
Materiais necessários:
Cola de farinha de trigo
Duas tigelas grandes
Toalhas de papel
Tesoura
Estilete
Caixas de papelão e de sapato
Garrafas pet
Balão redondo
Fita adesiva
Jornais velhos
Tinta acrílica
Glitter, lantejoulas, penas, ou qualquer objeto com o qual queira decorar
Óleo de linhaça
Tecido
Pincel
Tinta
Uma panela média
Uma colher de pau

Massa corrida, caso queiram dar mais alisamento a peça

Publico alvo:
Professores, Educadores e pessoas da comunidade, que poderão trabalhar essa técnica com os alunos e, ou usá-la na complementação da renda familiar.

Carga horária:
32 horas

Preço da hora aula:
R$ 

Dados do educador da oficina
Victor Sant’Anna Gomez
Rua:  Valença - RJ
Tel: 
Cel:

Exeriência:
Artista plástico, Ator e Educador social.
Trabalhou com crianças em situação de risco social pela prefeitura do Rio de Janeiro como terceirizado (1998-1999).
Trabalhou com o Projeto Comunidade solidária em Paciência, com adolescentes dependentes químicos (1999).
Fundador da ONG CADECS - Centro de Assessoria e Desenvolvimento Cultural e Social - Seropédica (2000-2002).
Fundador da ONG CECI – Centro Cultural Criança Cidadã – Seropédica (2002-2005).
Coordenador do curso de informática das ONGs CADECS e CECI em parceria com o CDI (Comitê para Democratização da Informática), durante os anos de 2000/2005.
No município de Valença, ajudou a realizar o Projeto SOS Serra dos Mascates desde 2008.
Coautor do Projeto Crianças da Mata Atlântica nas Serras de Valença (2011).
Participou como convidado do evento de meio ambiente TEDx-Amazônia, representando a cidade de Valença (2010).
Em 2011 recebeu o Título de Cidadão Valenciano pela Prefeitura Municipal, pela imensa contribuição e relevantes serviços prestados ao município de Valença.

victorsgomez@gmail.com

Facebook:
https://www.facebook.com/victorsgomez



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