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12 abril 2011

Um Projeto de Sucesso

Um texto de Victor S. Gomez 


Ao ver Carlos conversando com aquelas crianças da comunidade, Aloísio percebeu que tinha encontrado quem ele esperava.

Carlos se relacionava bem com todos onde morava, gostava de ajudar e se sentia feliz com os pequenos gestos de amizade que recebia em troca do que fazia. Seu trabalho como artesão o mantinha e não precisava de muito para levar sua vida de forma saudável. Suas peças artesanais tinham um belo acabamento e se encaixavam muito bem em qualquer ambiente requintado.

Acho que foi por isso que Aloísio acreditou ter encontrado o líder que faltava para encaixar em seu projeto. Carlos tinha liderança e uma forma de agir e de tratar as pessoas que faziam dele um verdadeiro líder natural.

Naquela noite conversaram muito e Aloísio explicou todo o seu projeto. Mostrou o que poderiam fazer juntos pela comunidade e como poderiam tirar aquelas crianças da situação de risco social que se encontravam; presas fáceis do trafico e da bandidagem local.

Precisariam de muita vontade e disposição para empreender esse projeto. Aloísio era Professor e Carlos era Artesão, mas iriam necessitar de mais pessoas para que o projeto vingasse. O apoio da comunidade era imprescindível. Foi então que Carlos se lembrou da amiga Maria, voluntária e costureira de mão cheia e do amigo Tião, agricultor que sempre gostara de ajudar a todos e ensinava algumas crianças a fazer hortas em suas casas, para que vendessem os produtos na feira e ajudassem seus pais.

Bom, com esse time na mão, depois de longas conversas que vararam a noite, decidiram fundar uma ONG, para desenvolver um trabalho que ajudasse toda a comunidade e suas crianças e jovens.

A princípio somente usaram os poucos recursos que possuíam e o pequeno rancho que seu Tião tinha no fundo de seu quintal. Começaram fazendo alguns encontros de fim de semana e chamando a garotada da vizinhança para participar. Às vezes vinha um, dois, cinco, as vezes ninguém aparecia, mas não desistiram. Um tempo depois Carlos teve a idéia de pedir ao dono da padaria, seu Macedo, alguns pães e refrigerantes e com algum dinheiro que tinham compraram queijo. Pela primeira vez conseguiram juntar quinze crianças. Enquanto Maria contava histórias para os menorzinhos, Carlos ensinava aos mais velhos os primeiros passos do artesanato.


Não é difícil entender porque toda a comunidade começou a se mobilizar para ajudá-los. Alguns moradores traziam livros, outros doavam roupas, mesas, cadeiras, alimentos, sempre tinha alguém trazendo alguma coisa ou querendo participar do trabalho.

Depois de conseguirem fundar a ONG, outros comerciantes resolveram ajudar em troca de propaganda, a coisa parecia estar dando certo, todo o esforço inicial estava compensando.

Foi quando Aloísio e Carlos decidiram conversar com a paróquia e conseguiram convencer o Padre Alfredo a emprestar uma sala para as atividades da ONG. Agora estava tomando forma o projeto que Aloísio por tanto tempo sonhara.

Bom, daqui pra frente vocês terão que decidir que rumo tomou esse projeto.

Será que ele continuou ou parou?

Será que o trabalho todo foi só oportunismo ou realmente todos ali estavam se doando com amor?

Eu acredito que o amor colocado nesse projeto e toda a dedicação daquelas pessoas fizeram com que o projeto desse certo e tenho certeza que logo, logo, alguma empresa se interessaria por ele.

Tirem suas conclusões, pois eu já tirei a minha.

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