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11 maio 2011

Responsabilidade Social: Sou Voluntário

Resumo da minha história como voluntário:
Comecei meu trabalho no Terceiro Setor como Educador social, pela a Prefeitura do Rio de Janeiro, como terceirizado, em abrigo para crianças e adolescentes em situação de risco social. Além de atendermos crianças de comunidades carentes e crianças que viviam na rua, recebíamos também crianças e adolescentes de 2ª vara (tempos atrás chamados de menor infrator). É um trabalho muito difícil, pois as condições são precárias, e o educador fica entregue a própria sorte, pois a prefeitura apenas está preocupada com números, estatísticas e não com a melhora dessas crianças. Houve caso de até termos de comprar material com nosso próprio dinheiro, nesse caso o sabão em pó que a prefeitura comprava não fazia espuma, por isso eu comprava sabão OMO com meu dinheiro. Trabalhei também com um projeto do Comunidade Solidária (Projeto do Governo Federal), ai já era uma coisa particular, éramos um grupo de 6 pessoas que queríamos fazer algo e resolvemos por a mão na massa. O projeto atendia jovens de Paciência e jovens de uma instituição de recuperação de drogados. O trabalho consistia de curso de horticultura, minhocultura, alem de passeios culturais, visitas a museus, hortos, etc.

Foi só em 2002 que tive a idéia de fundar uma ONG, sentíamos a necessidade uma biblioteca em Seropédica, lugar onde eu morava na época, um município recém emancipado, onde faltava tudo. Novamente consegui juntar um grupo de seis pessoas, mais ou menos com os mesmos objetivos e fundei o CADECS – Centro de Assessoria e Desenvolvimento Cultural e Social. Percorremos um longo caminho e após legalizarmos a instituição, começamos a entrar em contato com empresas e outras ONGs, buscando parcerias. O trabalho foi difícil, mas após alguns meses, conseguimos uma casa em comodato com a paróquia Maria mãe da Igreja e demos inicio aos trabalhos. Montei um curso de informática, com dez computadores, em parceria com o CDI – Comitê para Democratização da Informática, uma biblioteca comunitária com cerca de três mil volumes e formamos um grupo de teatro que levava o incentivo a leitura nas escolas do município. Depois de dois anos tivemos problemas internos e fundei o CECI – Centro Cultural Criança Cidadã, mantendo funcionando todos os projetos anteriores. No auge desse trabalho, atendíamos uma média de 70 a 80 crianças por dia com nosso trabalho. Por volta de 2005 me afastei da instituição por problemas pessoais e no final de 2007 me mudei para Valença. Criador do Projeto SOS Serra dos Mascates, projeto de preservação ambiental e recuperação da Serra dos Mascates - Valença – RJ. Hoje trabalho como Diretor de Informática e Marketing do IDDEIA (Instituto de Defesa e Desenvolvimento do Inteiro Ambiente)

Quero deixar bem claro que todos os trabalhos que fiz nas instituições que fundei, foram feitos como voluntário, nunca recebi nada por eles. Acho que o que mais me remunera é saber que estou ajudando jovens, que poderiam estar na ociosidade, a elevar sua auto-estima, ajudando-os a obter novas perspectivas, abrir novos caminhos, dar oportunidade de escolha, essa é a minha função. Nada mais compensador e gratificante, do que encontrar esses jovens mais adiante, na faculdade ou no mercado de trabalho, e ser reconhecido por eles.


A Comunidade Solidária, iniciativa do governo federal no apoio à sociedade civil organizada, colocou em seu Portal do Voluntário 10 dicas para que o voluntariado seja uma experiência realmente edificante para todas as pessoas envolvidas na escolha.

1. Todos podem ser voluntários
Não é só quem é especialista em alguma coisa que pode ser voluntário. Todas as pessoas tem capacidades, habilidades e dons. O que cada um faz bem pode fazer bem a alguém.

2. Voluntariado é uma relação humana, rica e solidária
Não é uma atividade fria, racional e impessoal. É relação de pessoa a pessoa, oportunidade de se fazer amigos, viver novas experiências, conhecer outras realidades.

3. Trabalho voluntário é uma via de mão dupla
O voluntário doa sua energia e criatividade mas ganha em troca contato humano, convivência com pessoas diferentes, oportunidade de aprender coisas novas, satisfação de se sentir útil.

4. Voluntariado é ação
Não é preciso pedir licença a ninguém antes de começar a agir. Quem quer, vai e faz.

5. Voluntariado é escolha
Não há hierarquia de prioridades. As formas de ação são tão variadas quanto as necessidades da comunidade e a criatividade do voluntário.

6. Cada um é voluntário a seu modo
Não há fórmulas nem modelos a serem seguidos. Alguns voluntários são capazes, por si mesmos, de olhar em volta, arregaçar as mangas e agir. Outros preferem atuar em grupo, juntando os vizinhos, amigos ou colegas de trabalho. Por vezes, é uma instituição inteira que se mobiliza, seja ela um clube de serviços, uma igreja, uma entidade beneficente ou uma empresa.

7. Voluntariado é compromisso
Cada um contribui na medida de suas possibilidades, mas cada compromisso assumido é para ser cumprido. Uns têm mais tempo livre, outros só dispõem de algumas poucas horas por semana. Alguns sabem exatamente onde ou com quem querem trabalhar. Outros estão prontos a ajudar no que for preciso, onde a necessidade é mais urgente.

8. Voluntariado é uma ação duradoura e com qualidade
Sua função não é de tapar buracos e compensar carências. A ação voluntária contribui para ajudar pessoas e animais em dificuldade, resolver problemas, melhorar a qualidade de vida.

9. Voluntariado é uma ferramenta de inclusão social
Todos têm o direito de ser voluntários. As energias, recursos e competências de crianças, jovens, pessoas portadoras de deficiência, idosos e aposentados podem e devem ser mobilizadas.

10. Voluntariado é um hábito do coração e uma virtude cívica
É algo que vem de dentro da gente e faz bem aos outros. No voluntariado todos ganham: o voluntário, aquele com quem o voluntário trabalha.

Esse texto é sobre o vídeo abaixo.
Esse trabalho foi fruto do amor, carinho e dedicação de pessoas, que realmente acreditavam no que estavam fazendo. Um trabalho que buscava a melhoria da auto-estima de crianças e adolescentes daquela comunidade e que tinha como meta mostrar que todos têm possibilidade de ter um futuro melhor. Ter sido fundador do Centro Cultural Criança Cidadã e ter trabalhado com voluntários da melhor qualidade, foi a experiência mais enriquecedora da minha vida. Digo isso, por lembrar de um tempo em que fazíamos um trabalho de qualidade com dedicação e desprendimento. Citar nomes não é o que importa, todos sem exceção sabem o que sinto e o que penso de cada uma das pessoas que dividiram seu tempo e seu amor com um trabalho que tinha o propósito de dar dignidade e cidadania a todas as crianças que frequentavam o CECI.

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