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07 agosto 2010

Dicas de Captação de Recursos do GETS

Sempre insisto aqui, que a capacitação é o melhor caminho, para quem quer gerir uma ONG com sucesso. Sempre digo também que é necessário algum investimento, para que se possa colher frutos no futuro, pois quem está bem capacitado, tem mais chances de conseguir a aprovação de seus projetos e obter capital para que sua instituição funcione bem. Em minhas andanças pela internet tenho encontrado um farto material, que pode ser usado para que se consiga um mínimo de conhecimento em como gerir um projeto social e captar recursos


No site Portal do Voluntário, encontrei uma entrevista com Mary Hardwick, coordenadora internacional do GETS (Grupo de Estudos do Terceiro Setor). Na entrevista ela fala como surgiu o GETS:
"O Projeto GETS-United Way do Canadá foi uma troca de aprendizagem criativa e colaborativa entre brasileiros e canadenses que trabalham no Terceiro Setor. Ela nasceu de um encontro, em 1997, entre a Sra. Ruth Cardoso e a Sra. Aline Cretien durante a primeira Conferência de Chefes de Estado."
E relaciona as instituições que criaram o GETS no Brasil:
"Associação Brasileira de Organizações Governamentais (ABONG); Centro de Voluntariado de São Paulo; Fala Preta! Organização de Mulheres Negras; Programa Voluntários do Conselho da Comunidade Solidária; Fundação Projeto Travessia; e Fundação SOS Mata Atlântica."

Na cartilha do GETS são sugeridas algumas dicas fantásticas, para quem busca o apoio de agências financiadoras do hemisfério norte ou instituições locais. Fique atento e siga essas dicas com carinho, elas são realmente muito importantes.

1. Seja criativo e positivo; expresse suas idéias com clareza.

2. Seja realista: não prometa que haverá mudanças gigantescas como resultado de seus esforços. Basta conseguir uma mudança real em determinada comunidade ou população-alvo.

3. Baseie-se em fatos específicos; não generalize ou use termos apelativos. É preciso poder comprovar todas as afirmações feitas na proposta. Qualquer afirmação que não possa ser comprovada não deve constar da proposta.

4. Seja claro sobre como o projeto vai atender às necessidades identificadas. Não dê a entender que o dinheiro por si só vai resolver o problema.

5. Utilize termos que possam ser entendidos por leigos; não utilize abreviações, siglas ou jargões. Peça para alguém fazer a revisão da proposta antes de encaminhá-la.

6. Mostre sua credibilidade. Dê exemplos da capacidade que sua organização tem para realizar o programa, a sua experiência acumulada nesta área, e forneça detalhes de quem fará o quê. Se a organização está embarcando em algo novo ou numa área em que não tem experiência, dê argumentos para convencer o financiador de que o projeto terá êxito. Forneça provas de avaliações de trabalhos já realizados pela organização e não afirmações generalizadas.

7. Demonstre que a organização conhece bem sua área de atuação e as outras iniciativas que estão ocorrendo. Não afirme que o projeto é inédito, a não ser que realmente o seja.

8. No caso de determinado financiador indicar que prefere projetos com prazos fixos, apresente uma proposta específica. Em alguns casos pode ser apropriado apresentar uma “lista de necessidades”, mas em outros isso pode significar pedir para o financiador determinar as prioridades da sua organização. Não apresente resmas de papel propondo que a agência “financie a parte que mais interessa”.

9. Mostre para o financiador que você andou pesquisando. Não se deve simplesmente enviar a mesma solicitação de financiamento para várias agências. Sua solicitação deve atender os interesses e áreas de atuação específicos da fundação, ONG ou outra agência financiadora. Peça apoio para aquilo que você sabe que a agência financia.

10. A pessoa que responde pela organização, normalmente o diretor executivo ou o presidente do conselho diretor, deve aprovar e coordenar a elaboração de propostas; não permita que outros funcionários ou voluntários apresentem projetos em nome próprio.

11. O orçamento reflete o planejamento envolvido na elaboração da proposta; portanto, o orçamento deve ser detalhado e não deve esconder nada. Os valores devem ser passíveis de comprovação e ser compreensíveis. Quase sempre é necessário apresentar as demonstrações financeiras da organização.

12. Algumas agências financiadoras pedem uma solicitação inicial, enquanto outras apenas querem receber a proposta final. Verifique a exigência das agências a esse respeito.

13. Apresentar a proposta já encadernada é contraproducente, já que a agência financiadora pode querer tirar fotocópias. Propostas encadernadas utilizando materiais caros também podem parecer extravagantes.

14. O melhor divulgador do projeto da organização é a pessoa mais envolvida com o mesmo. Essa pessoa deve participar ativamente da elaboração da proposta.

15. Planeje com antecedência; conheça o ciclo de financiamento da agência.

16. Comprove apoio futuro ou uma avaliação realista de recursos a serem captados no futuro. Afirmações vagas do tipo “buscará o apoio de empresas” não comprovam as perspectivas futuras.

17. Inclua os meios de avaliação, o cumprimento das metas e a metodologia seguida.

18. Respeite o financiador e a si mesmo. Não se humilhe. Não diga “se a sua agência não nos financiar, deixaremos de existir” visto que isso implica que o financiador é responsável pelas ações da organização, e pressupõe que o financiador se interessa mais pela situação financeira da organização do que pelas pessoas que seus programa pretendem atender.

Baixe aqui a cartilha completa:
http://docs.google.com

fonte:  

2 comentários :

  1. BACANA MUITO LEGAL AS DICAS

    PARABENS!!!!!

    EDUARDO GOMES
    ONG JUNTA SALVADOR PERNAMBUES EM AÇÃO

    ResponderExcluir

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