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04 março 2011

Machado de Assis

A arte e o ofício de um dos maiores escritores do Brasil.

Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, mulato de infância muito pobre, empregou-se como tipógrafo na Imprensa Oficial. Foi autodidata publicando ali seu primeiro livro aos vinte e seis anos. Casou-se com a portuguesa Carolina de Novaes, com quem viveu durante 35 anos; não tiveram filhos. Machado de Assis foi funcionário público, jornalista e, como escritor já celebrizado, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.

Romancista, cronista, poeta e teatrólogo, Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839, no morro do Livramento. A falta de recursos impediu que realizasse estudos regulares, freqüentando apenas o primário em uma escola de São Cristóvão. Aos 16 anos de idade, deu início à sua carreira literária, publicando o poema "Ela" na "Marmota Fluminense", da qual se tornou colaborador regular. A partir daí, passou a escrever também para o "Diário do Rio de Janeiro", a "Semana Ilustrada" e outros. Em 1869, casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais, com quem viveu durante 35 anos; não tiveram filhos.

Primeira fase – romântica
Ressurreição (romance – 1872)
A mão e a luva (romance – 1874)
Helena (romance – 1876)
Iaiá Garcia (romance – 1872)
Histórias da meia-noite (contos – 1873)

Os romances românticos de Machado de Assis seguiam praticamente a mesma trilha dos melhores romances urbanos de José de Alencar, porém já se delineavam neles a crítica e a análise psicológica que pontificaram na sua melhor fase, a realista. No romance Iaiá Garcia, por exemplo, destaca-se a importância do social na formação do indivíduo e esse procedimento foi um dos motivos condutores dos romances realistas de Machado de Assis.

Segunda fase – realista
Memórias Póstumas de Brás Cubas (romance – 1881)
Quincas Borba (romance – 1891)
Dom Casmurro (romance – 1900)
Esaú e Jacó (romance – 1904)
Memorial de Aires (romance – 1908)
Papéis Avulsos (contos – 1882)
Histórias sem Data (contos – 1884)
Relíquias da Casa Velha (contos – 1906)

A Queda que as Mulheres Têm pelos Tolos (1864)
Quase Ministro (1864)
Tu, só tu, Puro Amor (1881)

Falenas (1870)
Americanas (1875)
Ocidentais

A Critaura
(fragmento)

Sei que uma criatura antiga e formidável,
Que a si mesma devora os membros e as entranhas
Com a sofreguidão da fome insaciável

Na árvore que rebenta o seu primeiro gomo
Vem a folha, que lento e lento se desdobra,
Depois a flor, depois o suspirado pomo

Pois essa criatura está em toda a obra:
Cresta o seio da flor e corrompe-lhe o fruto;
E é desse destruir que as suas forças dobra.

Ama de igual amor o poluto e o impoluto;
Começa e recomeça uma perpétua lida,
E sorrindo obedece ao divino estatuto.
Tu dirás que é a Morte: eu direi que é a vida.

8 comentários :

  1. 93.
    Olá Victor! Seu blog também é muito bom, assim como seu trabalho em projetos sociais e em ONG's.Parabéns e um grande abraço.

    Marcos L. Britto.
    93, 93/93

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  2. Muito interessante o seu texto sobre Machado de Assis. Quando trabalhava fora e o meu patrão estava viajando, li todas as obras e machado, que ele nunca tinha aberto, porque as páginas estavam grudadas e tive de separá-las com faca.
    Você gosto da minha resenha sobre o Filme "Caráter", costumo fazer 1 por semana. A desta semana não é bem uma resenha, mas um comentário. Já que apreciou a primeira, gostaria de convidá-lo a apreciar a última. O post é longo porque falo de Turner, ponho poesias e obras de artes plásticas de amigos da Blogosfera e, no fim, enchi de flores para que cada qual pegue um buquê e o guarde como uma recordação minha. Passei por muitos problemas lá, e quando fui comentar o seu post vi que um dos "problemas" estava aqui, então me fui. Mas gora, tudo se normalizou. Conto com a sua presença.
    Um abraço,
    Renata Cordeiro
    wwwrenatacordeiro.blogspot.com
    não há ponto depois e www
    PS: Vou pôr algo do seu post sobre Machado de Assis, porque o meu blog é muito visitado e quero que as pessoas aprendam.

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  3. Pronto. Já pus o fragmento do poema "Criatura" no meu novo post, na seção de poesia, e pus o endereço do seu Blog. Espero que mais pessoas afluam para cá.
    Espero a sua visita.
    Um abraço,
    Renata Cordeiro

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  4. Machado de Assis...lindo post!
    E que poema maravilhoso!

    Abraços, que vc tenha um excelente final de semana!

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  5. Victor:
    É que por aqui passara uma pessoa que já foi um problema para mim, mas que não é mais.
    Um abraço,
    Renata Cordeiro

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  6. Olá, agradecendo a visita e deixando um grande abraço.

    PS: estou a passear por aqui, logo mais faço comentários...

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  7. Sem palavras sobre Machado de Assis e parabéns pelo post.

    bjos e um fds lindinho prá ti!

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  8. ...depois de tanta banalidade na blogsfera, gostoso navegar por aqui neste teu cantinho literário...e Machado de Assis é tudo de bom...muahhhhhh

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