24 agosto 2016

Lembranças de Victor S. Gomez

Os palhaços no planalto
Victor S. Gomez
Os palhaços dão voltas pelo planalto,
voltas e mais voltas,
cercam o que podem,
vão circundando tudo,
fazem um círculo,
obstruem o caminho de todos,
não largam o osso.
Sinto como se o fim de tudo estivesse próximo,
o fim dessa vida como a conhecemos.
É apenas um prenuncio,
mas tudo é possível.
Os palhaços dançam,
fazem festa,
gastam fortunas,
nos humilham,
nos fazem de bobo,
e nós continuamos acreditando neles.
Temo pelo pior,
o mundo vai mudar,
não, isso não pode continuar assim.
E novamente os palhaços voltam,
se perpetuam no poder,
nós deixamos isso acontecer,
temos culpa,
nós aceitamos tudo.
Em meio a poeira do planalto eles se escondem,
mas depois de um longo tempo,
voltam como trazidos pelo vento,
nós os vemos de novo,
apenas mudam as cores de suas roupas,
mas suas propostas continuam as mesmas,
frases velhas,
carcomidas como defunto morto há muito tempo,
sem compromisso conosco,
apenas com eles mesmos,
com seus bolsos.
Eu acho que já ouvi essa história antes,
eles dizem que vão mudar tudo,
que tudo vai ficar melhor.
Estou louco?
Acreditei no que eles falaram?
Cai nessa armadilha mais uma vez?
E agora?
Da próxima vez que os ver tamparei bem os ouvidos,
e apenas escutarei a voz da minha consciência,
espero que ela já não esteja contaminada por eles.

19 agosto 2016

O Comércio dos Fenícios

Talvez nos nunca nos igualemos aos fenícios como grandes comerciantes, mas nada é impossível para quem trabalha com dedicação e se empenha em se capacitar. Assim teremos sucesso apesar das dificuldades que enfrentamos em nossa cidade. 
"O sucesso se concretiza com trabalho e com o amor que você deposita naquilo que você faz."

"A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois...
Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO.
Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA."
Roberto Shinyashiki


Qualquer porto onde os magníficos barcos fenícios atracassem logo se transformava em fervilhante mercado. Eles foram os negociantes por excelência da Antiguidade.

É natural pensar que um povo que passou capítulo por capítulo de sua história dominado por grandes potências não tivesse muitas chances de se destacar. Pior quando se trata de uma nação que nunca foi unida e, ainda por cima, viveu em uma região acidentada e com poucos recursos naturais. No entanto, os fenícios venceram todos esses obstáculos e, enquanto a humanidade dava os primeiros passos na escrita e o uso habitual da moeda apenas tinha começado a substituir o primitivo sistema de trocas, eles já exibiam o faro dos grandes homens de negócio. Com a mais poderosa frota da Antiguidade, criaram entrepostos para o seu comércio em diversos pontos estratégicos e assim acabaram dominando o cenário econômico da época.

http://www.acivarj.com.br/
ACIVA, trabalhando por uma Valença melhor.

15 agosto 2016

Parque Municipal do Açude da Concórdia

Site: www.amamedioparaiba.xpg.com.br

O Açude da Concórdia foi construído por volta de 1890, nos áureos tempos do Barão de Santa Mônica, na fazenda de mesmo nome. Encontra-se a sudoeste da cidade de Valença, no Estado do Rio de Janeiro e está situado na Serra da Concórdia, entre os vales do rios Preto e Paraíba do Sul. Sua profundidade máxima é de 14 metros, e a mínima de 6 metros, sendo que seu contorno, inteiramente irregular, é de cerca de 4,2 km.

Vários mananciais das vertentes alimentam-no e a estabilidade da represa está firmada pelo tempo. Abaixo da barragem nasce o ribeirão Quirino, que percorre o distrito de Barão de Juparanã. Juntando-se a ele, vários pequenos córregos formam o impropriamente chamado rio Quirino, cujo volume d’água, em plena seca, dava para mover a antiga Usina Fluminense, produzindo a força apreciável de 400 hp, com uma queda de 125 metros num percurso de cerca de 1km. Daí por diante o Quirino desliza mais ou menos plano através das terras da fazenda do Paraíso e se dirige ao rio Paraíba do Sul, completando um percurso, desde sua nascente de aproximadamente 5 a 6 léguas.

Em 1929 o engenheiro militar valenciano, Sr. José Vicente de Araújo e Silva em relatório ao Diretor de Obras Públicas do Estado do Rio, apresenta minucioso estudo de abastecimento de água e esgotos, acompanhado de projetos das novas instalações , que, por ordem do governador Manuel Duarte, viriam adotar na cidade de Valença. Estuda o açude da Concórdia, analisa suas águas no Laboratório Nacional de Análises que atesta ser potável e constata uma vazão de água de 4.501.400 litros em 24 horas.

Em 11 de dezembro de 1930, o governo do Estado do Rio de Janeiro desapropria a área do açude do espólio dos finados Augusto José de Souza e sua mulher Francisca Bretas de Souza na fazenda Laguinha, outrora Concórdia e, posteriormente cede ao Município, que o mantém e o administra até os dias atuais.

Por volta de 1950, toda água fornecida pelo açude, nas 24 horas, passa a ser consumida pela população, tornando-se insuficiente a partir do final dos anos 60, devido à má captação, por ocasião das secas. Medidas especiais são estudadas pelo então governo municipal, no sentido de adquirir todas as suas vertentes, fato que não veio a se concretizar. O açude apresenta águas límpidas e transparentes, tendo sido utilizado no passado, por muitos anos para o abastecimento d’água da cidade de Valença, atualmente abastece o bairro próximo, São Francisco.

Com a promulgação em 5 de abril de 1990 da Lei Orgânica do Município, em seu artigo 180, o açude da Concórdia passa a ser reconhecido oficialmente como Área de Preservação Permanente - APP , ou seja, de relevante interesse ecológico.

Desde 1992 várias tentativas são feitas por parte da organização não-governamental local, Associação de Defesa do Meio Ambiente do Médio Paraíba – AMA Médio Paraíba de sensibilizar as autoridades dos governos municipal e estadual da importância de se criar uma unidade de conservação da natureza na área do açude. E, a partir de 2000 estudos preliminares são efetuados em parceria com o Instituto Estadual de Florestas do Rio de Janeiro, que demonstra a viabilidade técnica da proposta. Através do Decreto Municipal nº 65, de 12 de setembro de 2001, é criado o Parque Natural Municipal do Açude da Concórdia. Hoje o Parque Municipal do Açude da Concórdia é administrado pela Prefeitura de Valença.

Passo a passo de como criar uma ONG